segunda-feira, maio 31, 2010


O amor em todas as suas formas: Lenda de Psique e Cupido

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Às vésperas do mês dos namorados, resolvi postar aqui algumas histórias de amor que, de alguma forma, me marcaram.

O interesse pelo amor de Psique e Cupido começou quando me apaixonei por essa escultura nos corredores do Louvre. Achei a obra de Antonio Canova, mestre do Neoclassicismo, de uma beleza singular e tocante. Tão expressiva e delicada!

Eis a história deles:

Psique

Beleza de Psique

Tinha um rei três filhas belíssimas. Mas, por mais encantadoras que fossem as duas mais velhas, era possível encontrar na linguagem humana elogios proporcionados ao seu mérito, ao passo que a menor era de perfeição tão rara, tão maravilhosa, que não havia termos que a exprimissem. Os habitantes do país, os forasteiros, enfim todos acorriam, atraídos pela reputação de semelhante prodígio; e depois de contemplarem tal beleza de que nada se aproximava, ficavam confusos de admiração, e, prosternando-se, a adoravam com religioso respeito, como se se tratasse da própria Vênus.

Em breve, espalhou-se a nova de que era a própria Vênus que vinha habitar a terra sob a aparência de simples mortal, e o prestígio da verdadeira deusa ficou abalado. Ninguém mais ia a Cnido, ninguém mais ia a Pafos, ninguém mais navegava para a risonha ilha de Cítera. Os antigos templos de Vênus estavam vazios, as cerimônias negligenciadas, os sacrifícios suspensos, e os seus altares solitários só apresentavam uma cinza fria no lugar do fogo onde antes ardiam incensos. Mas quando Psique passava, o povo, apinhado, tomando-a por Vênus, lhe apresentava grinaldas, atirava-lhe flores, dirigia-lhe votos e preces. De todas as partes do mundo vinham peregrinos oferecer-lhe vítimas.

Ciúme de Vênus

Vênus, que do alto do céu via tudo, não pôde refrear a indignação. "Como? Dizia ela. Eu, Vênus, a primeira alma da natureza, origem e germe de todos os elementos, eu que fecundo o universo inteiro, devo partilhar com uma simples mortal as honras devidas à minha posição suprema!

Deverá o meu nome, que é consagrado no céu, ser profanado na terra, terei eu de ver os meus altares descuidados por uma criatura destinada a morrer? Ah, a que assim usurpa os meus direitos vai arrepender-se da sua insolente beleza!"

Imediatamente chama o filho, o menino de asas, tão audaz, o qual, na sua perversidade, desafia a moral pública, arma-se de archotes e setas, cometendo com impunidade as maiores desordens e jamais fazendo o menor bem. Excita-o com as suas palavras, e diante dele dá vazão a todo o seu enorme despeito. "Meu filho, em nome da ternura que te une a mim, vinga tua mãe ultrajada; mas vinga-a plenamente. Só te peço uma coisa: faze que a jovem se inflame da mais violenta paixão pelo último dos homens, por um infeliz condenado pela sorte a não ter nem posição social, nem patrimônio, nem segurança de vida; enfim, por um ser de tal modo ignóbil que no mundo inteiro não se encontre outro igual!" Assim falando, beijava o filhinho amado.

O Oráculo de Apolo

Vênus, por sua vez, extravasava sua cólera, cujos efeitos já se faziam sentir, porque, enquanto as duas irmãs de Psique desposavam reis, a infeliz jovem, culpada de excesso de beleza, encontra por toda parte adoradores, mas não marido, e seu pai, desconfiado de que uma divindade qualquer obstaculasse o himeneu da filha, vai consultar o oráculo de Apolo que lhe ordena expor a filha num rochedo para um himeneu de morte. Seu marido não será um mortal: traz asas como as aves de rapina cuja crueldade ele possui, e escraviza os homens e os próprios deuses.

Sempre é necessário obedecer, quando um deus fala. Após vários dias consagrados ao pranto e à tristeza, prepara-se a pompa do fúnebre himeneu. O archote nupcial é representado por archotes cor de fuligem e cinza. Os cantos jubilosos de himeneu se transformam em uivos lúgubres, e a jovem noiva enxuga as lágrimas com o próprio véu de casamento.

Psique Raptada por Zéfiro

Uma vez terminado o cerimonial de morte, conduziram a infeliz Psique ao rochedo em que deveria aguardar o esposo. Era uma montanha alcantilada. Quando ali chegou, apagaram-se os archotes nupciais que haviam iluminado a festa fúnebre do triste himeneu, e cada um voltou para casa. Os pais de Psique, encerrados no palácio, recusaram-se a sair, condenando-se às trevas eternas. Tremendo de espanto, Psique afogava-se nas lágrimas no pico da montanha, quando de súbito o delicado sopro do Zéfiro, agitando amorosamente os ares, faz ondular dos dois lados a veste que a protegia, cujas dobras se enchem invisivelmente. Soerguida se, violência, Psique reconhece que um sopro tranqüilo a transporta suavemente.

Mais leves que as nuvens, os graciosos meninos alados se elevam docemente no ar e arrebatam Psique sem lhe perturbarem o sono tranqüilo. Daí a pouco Psique desliza por um declive insensível até um profundo vale situado abaixo dela, e vê-se sentada no meio de uma relva coalhada de flores.

Deposta sobre espessa e tenra relva que formava um fresco tapete de verdura, ela olha em volta de si e percebe uma fonte transparente como cristal, no meio de árvores altas e copadas. Perto das margens, ergue-se uma morada real não construída por mãos mortais senão mediante arte que só pode ser divina. Os muros estão recobertos de baixos-relevos de prata e os soalhos são de mosaico de pedras preciosas cortadas em mil pedacinhos e combinadas em variadas pinturas.

O Palácio de Psique

Comovida pelo encanto de tão lindo lugar, Psique cria ânimo a ponto de ultrapassar o limiar, e, cedendo à atração de tão grande número de maravilhas, lança cá e lá olhares de admiração. Mas o que ao mesmo tempo a impressiona é a solidão absoluta em que se encontra. Uma voz saída de um corpo invisível lhe fere, subitamente, os ouvidos: "Por que, soberana minha, vos admirais de tão grande opulência? Tudo quanto vedes é vosso. Entrai nestes aposentos, aguarda-vos um banho, para refazerdes as forças, e o banquete real que vos é destinado não se fará esperar. Nós, cuja voz estais ouvindo, estamos às vossas ordens, e executaremos atentamente as vossas ordens."

Psique viu realmente um repasto magnificamente preparado. Sentou-se, então, à mesa, e diante dela se sucediam os vinhos mais deliciosos, as iguarias mais incomuns, mas aparentemente trazidas por um sopro, pois não distinguia nenhum ser humano. Um delicioso concerto a alegrou, mas os cantores eram invisíveis. Admirada, e ao mesmo tempo, assustada, pensando no esposo que aguardava, cedeu, no entanto, à fadiga e adormeceu sem que ninguém lhe perturbasse o repouso. Quando desperta, ouve as mesmas vozes misteriosas que na véspera, e recebe os mesmos cuidados de seres que não consegue distinguir. Vários dias transcorrem sem que lhe seja dado ver alma viva. Se o esposo invisível a visitou foi com certeza quando estava adormecida, pois ela nada enxergou, e o amo do palácio em que está lhe é tão desconhecido como os criados que a servem.

A borboleta, símbolo da alma, esvoaça sobre a cabeça da jovem sentada num cabeço de relva; o seu aspecto ingênuo e algo espantado se explica pela presença de Cupido que, invisível para ela, lhe dá um beijo na testa.

No entanto, o esposo existia, pois embora ela o não visse, lhe ouvia a doce voz a preveni-la de um perigo que correria. "Psique, minha doce amiga, dizia a voz, minha companheira adorada, a sorte cruel te ameaça de um terrível perigo; tuas irmãs, já turbadas com a idéia da tua morte, procuram-te, e não tardarão em chegar a este rochedo. Não te comovas com os seus falsos queixumes, e não cedas aos perniciosos conselhos que elas te derem para levar-te a me ver. E acrescentou que a sacrílega curiosidade os separaria para sempre e a mergulharia num abismo de males. Psique agradeceu ao marido os conselhos. Aliás, o tom daquela voz era tão penetrante que se sentia atraída a ele por uma força desconhecida. Assim, prometeu-lhe que obedeceria.

As Irmãs de Psique

Entretanto, Psique, lembrando-se do oráculo de Apolo, tremia de espanto, pensando que, apesar da voz tão doce, fosse o esposo sem dúvida um horrível monstro, visto que o temiam homens e deuses. Estando a devanear, ouviu de súbito, ao longe, vozes de mulheres, de mistura com gemidos e soluços, e, pouco depois, escutando, reconheceu-as pelas de suas irmãs que a choravam. Comoveu-se, apesar de tudo, e, desejando tranqüilizar a família, pediu mentalmente ao invisível marido permissão para dispor de Zéfiro.

As duas irmãs foram então arrebatadas como o fora Psique e transportadas para o palácio. Após os primeiros abraços e beijos, Psique, com insistência de criança, mostrou-lhes os magníficos móveis, os deliciosos jardins, os terraços de onde se descortinavam horizontes sem fim. Tantas maravilhas só lograram aumentar a inveja nutrida pelas duas irmãs havia tempo, e elas a cobriram de perguntas embaraçadoras sobre o esposo que tanta riqueza lhe proporcionava. A pobre Psique, que ainda não o vira, não pôde satisfazer-lhes a indiscreta curiosidade. Todos os dias elas lhe pintavam o marido como horrível dragão repulsivo. A infeliz não resistiu.

A Gota de Azeite

Chegada a noite, espera que todos estejam dormindo na casa. Acende, então, a sua lâmpada, aproxima-se do leito e reconhece o filho de Vênus, perto de quem estão o arco, a aljava e as setas. Psique pega uma e fere levemente um dos dedos, inoculando, assim, em si própria e em elevada dose de amor ao próprio Cupido. Mas enquanto contempla com arrebatamento o deus que lhe é esposo, cai sobre o ombro de Cupido uma gota de azeite. A partir de então, já Psique não tem mais esposo, pois Cupido desaparece, deixando-a no seu palácio solitário.

Psique, desesperada, corre à doida pelos campos e se precipita a um rio de águas revoltas. Mas o rio não a quer, e as ondas a devolvem sã e salva à margem. O deus Pã, que lá se encontrava, lhe revela as impiedosas ordens que Cupido recebera de Vênus.

As irmãs de Psique, desejosas de saber se o conselho fora seguido, vão ao rochedo do qual Zéfiro as arrebatara. Quando o vento começa a soprar, julgam que é o mensageiro que vai conduzi-las ao pé da irmã e, entregandose-lhe sem desconfiança, tombam ao pé do rochedo onde foram encontradas no dia seguinte, mortas. Zéfiro, com efeito, não pôde receber ordens de Cupido, pois Cupido está doente, e, vigiado no leito, ouve as censuras de sua mãe ultrajada: "Que lindo pai de família não seríeis! Dizia-lhe Vênus. E eu, por minha vez, não tenho idade e dignidade para que me chamem de vovó?

Cólera de Vênus (Não desejo a ninguém uma sogra dessas! heheh)

Vênus manda procurar Psique por toda a terra, e, na sua cólera cheia de ciúme, pergunta a si própria que suplício lhe deve infligir. Não contente de mandar que a vergastem, quer impor-lhe trabalhos superiores às suas forças, e ordena-lhe que vá aos infernos pedir a Prosérpina uma caixa de beleza de que necessita para o seu atavio. Psique parte, certa de que nunca mais voltará; mas no caminho encontra uma velha torre que sabe falar e lhe ensina como deve proceder, recomendando-lhe bem, quando estiver de posse da caixa, que não ceda à tentação de uma curiosidade que já lhe foi funesta uma vez.

Esclarecida pela torre, Psique atravessa o rio das mortes na barca de Caronte, faz calar Cérbero atirando-lhe um bolo com mel e chega à presença de Prosérpina que lhe entrega a caixa de beleza exigida por Vênus. Quando volta à terra, Psique, sozinha, e de posse da caixa cujo conteúdo conhece, começa a refletir. Por que não há de servir à própria Psique essa beleza que o seu odioso tirano a mandou procurar no meio de mil perigos? E se roubasse uma partezinha, quem sabe se não conseguiria reconquistar o marido desaparecido? Após muita hesitação, a caixa cede finalmente ao esforço por ela feito, mas em vez de beleza o que sai é um vapor sonífero e Psique, desmaiada, tomba com a face voltada para o chão. Perto dela, todavia, está um amigo, o próprio Cupido, que, vigiado de perto no palácio de sua mãe, conseguiu, não obstante, escapar pela janela. Desperta Psique com a ponta de uma das suas setas e pede-lhe que vá à casa de sua mãe, que ele se incumbirá do resto.

As Núpcias de Psique

Cupido voa ao pé do trono de Júpiter que, enternecido pelas suas lágrimas, dá a imortalidade a Psique e convida todos os deuses para o banquete de núpcias.
Psique, admitida ao seio dos imortais, torna-se inseparável do marido.

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Não é linda essa história? Fiquei ainda mais apaixonada pela obra depois que entendi o que estava por trás daquele momento de profundas emoções retratadas por Canova.

Se for ao Louvre, não deixe de ver!!!

sábado, maio 29, 2010


E o esmalte é... 'Vert Denim'

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Mais uma vez atancando nas variações de verde, sendo esse beeem mais discreto e meiguinho! :) Lembra um pouco o best-seller Jade da Chanel, só que com uns brilhinhos super charmosos.

Ponto negativo: ele é muito ralinho, precisa de 3 demãos pra chegar na cor do vidrinho. :/

Que vocês acharam? Confesso que, logo que vi o resultado, achei meio com cor de vômito de filme de terror, mas agora já estou achando bem lindinho! hehehe

P.s.: ah, pra provar que não esqueço dos meus leitores fiéis nem em Paris, comprei duas coisinhas pra sortear por aqui! Um é o trio de gloss da Bourjois Paris e o outro é um hidratante 'Strawberry and Champagne' da Victoria's Secret!!!! Aguardem. Em breve, só no 'My World'! ;)

quarta-feira, maio 26, 2010


Trend in Paris: Sandálias de Plástico

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Desde criança sempre fiquei encantada com os modelos da Melissa (ah, gente, quem nunca usou a Melissinha?!?), e ficava torcendo pra crescer logo e poder usar os modelitos de "gente grande"! hahah. Tempo vai, tempo vem (tá, não tanto tempo assim!!!), e os progressos obtidos nos trabalhos em plásticos simplesmente continuam me deixando louca. Volta e meia me vejo apaixonada por um último lançamento da Melissa, não resisto, e acabo não cumprindo a promessa de "n-u-n-c-a m-a-i-s c-o-m-p-r-a-r s-a-n-d-á-l-i-a-s d-e p-l-á-s-t-i-c-o q-u-e m-a-c-h-u-c-a-m o p-é" =D

Agora, surpresa minha foi ver que, aqui em Paris, houve tipo uma disseminação dessas sandálias. E, pasmem, de Melissas (sim, a brasileríssima) até marcas e estilistas de renome internacional como Marc Jacobs, Chanel, Salvatore Ferragamo, Fendi, todos se renderam ao exotismo do plástico como matéria prima de sapatos desejo. Olhem aqui alguns exemplos:

Fendi:
Quase comprei um desses em Nova York, mas não tinha a minha pontuação na cor que eu queria... #fail Muito fofo né?!?

Chanel:Alguém lembra de um chinelinho da Via Uno lançado no Natal 2008, se eu não me engano?!? Gente, era a cópia fiel desse modelo aí! Lembro que comprei um bem baratinho, acho que não chegou a R$20,00 e fiquei empolgadíssima quando vi o Chanel (que eu nem imaginava existir) na Saks, por um precinho beeeem salgado, fazendo jus à marca!

Gucci:
Olha que lindo esses com o logo da Gucci! Queria um pra jááá!!!!

Agora, o meu preferido, Ferragamo: =D

É, mais uma vez, não resisti e me rendi aos encantos do glitter + plástico + Ferragamo! Mas não é lindo?!?!? Ai, ai... Por 100 euros (tá, podem me matar!) no Le Bon Marché, loja de departamentos na Rive Gauche que, pra mim, é uma das melhores de Paris. Tem coisas que só encontro por lá.

E que vocês acham de Melissas a mais de 90 euros??!? Pois esse era o precinho delas lá na Laffayette. Básico né?!?! Nossas sandalinhas tão bombando no exterior e as gringas tem que pagar uma pequena fortuna pra usá-las! Podem passar a dar mais valor ao nosso produto nacional! heheheh

Meu modelo preferido ever, Melissa by Isabela Capeto:
Já é a minha cara! hahah Vivo com ela pra cima e pra baixo e está aprovada, apresento-lhes a exceção à regra, não fere o pé!!!

E vocês, que acham dessa tendência plástica?!?

sexta-feira, maio 21, 2010


La Vallée Village

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Outro dia li na Vogue sobre os "chic outlets", localizados em várias das grandes cidades, inclusive aqui em Paris. Lógico que fiquei encantada com toda a propaganda, e, na primeira oportunidade, não pude deixar de conferir.

O La Vallée Village fica localizado perto da Eurodisney, na verdade, uma estação de RER antes, no Val d'Europe. Pra chegar é super fácil (se eu cheguei, acredite, você também não terá nenhum problema!!!). Só localizar a estação "Marne la Vallée" (da Disney) e seguir nessa direção. Não tem erro.

Chegando lá, primeiro avistamos tipo uma vila e placas apontando na direção de um grande shopping center. Mas o outlet ainda não é lá. Atravesse todo o shops (com muitas lojinhas boas, diga-se de passagem), e só então você encontrará todas as brands que tanto amamos!

Não é tão grande quanto os outlets americanos e as lojas são bem pequenas. Resultado: pouquíssima opção de coisas pra comprar. Não é dizer que elas tem cara de outlet ou so last season, é que, simplesmente, elas não aliam o dueto preço + qualidade que esperamos de um lugar como esse.

O mais incrível é que eu quase saí invicta de lá! Nenhuma comprinha sequer... O que salvou foi UMA saia na ÚLTIMA loja! =D Linda, linda, linda. 100% seda, da Escada, por 73 euros. Isso só me fez constatar que, de fato, Europa é lugar de cultura, e não de compras, como os EUA.

Assim que, se você tiver dias sobrando, vá e visite. Mas, caso contrário, não recomendo perder seu tempo (quase 1h pra chegar) indo pra lá. Tem coisas beemm melhores a serem feitas em Paris! ;)

quinta-feira, maio 20, 2010


Notícias enfim!

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Oi gente! Finalmente dando notícias né? Mas não esqueci da promessa e, mesmo morta de cansada e sem conseguir dar mais um passo, estou aqui, atualizando o blog diretamente de Paris! =D

Aqui tá tudo perfeito, e a cidade na primavera tá mais linda do que nunca (e olha que eu sou meio suspeita pra falar, tenho uma certa quedinha pelo outono! ;D). Fico maravilhada com essa mudança de estações, e como, do dia pra noite, tudo se transforma: o clima, a vegetação, as pessoas, tudo!

Ontem foi dia de (re)visitar os pontos turísticos de Paris! Começamos pela St. Honoré com suas lojas caríííssimas, mas que fazem a gente sonhar, seguindo pra Rue Royale (Eglise de la Madeleine) até a Place de la Concorde. Depois, Champs-Elysees, Grand e Petit Palais, Sena. Lá pegamos o "Bateaux bus", pra mim, o barco mais recomendado. Ele é super prático. Um pouco caro (13 euros) mas você pode subir e descer nos principais pontos turísticos durante todo o dia. Funciona como um ônibus mesmo, recomendo! Fizemos todo o percurso (Champs-Elysees, Tour Eiffel, Musée D'Orsay, St. Germain des Près, além de outras que não to lembrando agora =D), e descemos no Louvre, porque eu tinha visto uma Apple Store num tal Carrousel du Louvre. Rodamos um pouquinho pra achar e quando já estavamos quase desistindo, surge do nada!

Acho que o Carrousel du Louvre merecia até um post especial, porque agora é parada obrigatória em Paris! Ele fica na Rue de Rivoli (bem em frente a uma loja chamada Benlux, não tem erro!), e é um shopping com lojas bem legais e a Apple Store, claro! Ah, e os restaurantes... nossa, tem cozinha francesa, italiana, espanhola... Tudo fast food, mas típico, sabe? Comemos uma paella, hummm, muito gostosa! E pra acompanhar, adivinha só?!?!? Coca Light do Karl Lagerfeld!!! É, aquela mesmo que eu falei aqui. Encontrei super fácil! E bem baratinha: 3,10 euros.

Ia esquecendo! Não deixem de visitar o banheiro do Carrousel. É o maximo!!! Tem fila na porta e custa 1 euro, mas é o banheiro mais diferente que eu já vi! É mais uma loja de papel higiênico COM banheiros! Olha que show os modelitos que tem pra vender lá, tem caça-palavras, sudoku, nota de $1:

E é o banheiro público mais limpo que já vi. A cada "cliente" que sai, tem uma pessoa pra limpar a "cabine" antes do próximo usuário... Coisa de 1º mundo meeesmo! =D

Pra quem pensa que acabou, a aventura estava apenas começando!!! Pra fechar o dia com chave de ouro, resolvemos procurar uma Pizza Hut que encontrei no google maps. 400m do hotel, pertinho né? ha-ha-ha Seria, se não tivessemos um senso de orientação duvidoso! Rodamos, rodamos, sem nem saber direito onde estavamos (esqueci o mapa no hotel heheh), mas a sorte é tanta que, do nada, surge a rua da pizza!!! Vocês acreditam nisso??? Mas a volta foi melhor ainda. Umas 22h30, já escuro (ta anoitecendo umas 21h), saímos de lá como se fossemos profundas conhecedoras de Paris! Entra aqui, hum... acho que é essa rua... é, agora por aqui... Sei que nessa história acabamos dando de cara com a Madeleine, quase do outro lado do nosso destino original!!! Loucas né?? Mas, apesar da adrenalina, foi bem divertido. E sim, no fim das contas, encontramos nosso hotel, apesar de ter andado acho que uns 2 ou 3 km (to chutando!). Hoje, em compensação, já conhecemos todas as ruazinhas por onde andamos perdidas ontem. Tudo tem um ponto positivo!

E hoje, foi dia de outlet! Amanhã faço um post específico sobre ele tá?!? Agora é hora de dormir! =)

See you tomorrow! A bientôt!!!

domingo, maio 16, 2010


Get the look!

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vestido: Agilità
bolsa: Chanel 2.55
peep toe: Arezzo

Ontem foi níver do sobrinho lindo, e, lógico, uma ótima oportunidade pra dar um up no visú! =)

Como todos já sabem, a partir de amanhã o blog vai receber atualizações direto de Paris (uui, que chique! heheh). Sempre que der, estarei escrevendo. E espero que o hotel realmente tenha wi-fi, senão as postagens ficarão beeem prejudicadas. Mas acredito que não seja propaganda enganosa!

Enfim, até Paris people!!! Torçam pra que dê tudo certo! ;)

Bjos

quarta-feira, maio 12, 2010


Paris!

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Salut, tout le monde! hahah Dá pra ver que já estou completamente no clima de Paris né?!? Faltam apenas 5 dias pra eu e Paulinha, comentadora oficial aqui do blog (tá vendo a responsa agora?!) partirmos pras terras francesas! Oh lá lá! Mal posso esperar pra compartilhar nossas aventuras por aqui. Acreditem, prometem ser várias! =D

E pra deixar todo mundo no clima (além das cores da bandeira já estarem estampadas no post! =D), escolhi uma musiquinha muito fofa e que não deixa de ser engraçada, porque tem toda uma história por trás dela. Vendo o clipe dá pra entender melhor. Basicamente, é uma garota que está insatisfeita com Paris (se é que isso é possível!), não vê mais graça em nada (ela até chuta a Torre Eiffel!), e fala: "você aposta como eu te deixo, Paris?"... Versos vão, versos vêm, até que ela avista um dançarino sapateador às margens do Sena, e se apaixona por ele. A partir daí já dá pra imaginar tudo! De repente ela muda de ideia, e passa a falar mal agora das cidades que antes ela exaltava, e que eram opções à mudança de Paris. Sei que até o Rio de Janeiro entra na jogada! hahaah É bem legal, confiram o vídeo e a letra (original e traduzida!).



Finies les balades le long du canal

Tirando as caminhadas ao longo do canal

les escaliers des cartes postales

as escadas dos cartões postais

c'est fini, Paris

acabou Paris

c'est décidé, je me barre

estou decidida, eu vou embora

finis le ciel gris, les matins moroses,

acabou o céu cinza, as manhãs melancólicas

on dit qu'à Toulouse les briques sont roses

dizem que em Toulouse os tijolos são rosas

oh là-bas, Paris, les briques sont roses

oh, lá, Paris, os tijolos são rosas


Paris, tu paries, Paris, que je te quitte

Paris, tu apostas, Paris, que eu te deixo

que je change de cap, de capitale

que eu mudo de capital

Paris, tu paries, Paris, que je te quitte

Paris, tu apostas, Paris, que eu te deixo

je te plaque sur tes trottoirs sales

eu te largo nas suas calçadas sujas


je connais trop ta bouche, bouche de métro

conheço demais a tua boca, boca de metrô

les bateaux mouche et la couleur de l'eau

os bateau-mouche e a cor da água

c'est fini Paris, je les connais trop

acabou Paris, eu te conheço demais

ici je m'ennuie, même quand vient la nuit

aqui eu me aborreço, mesmo quando a noite vem

on dit que Séville s'éveille à minuit

dizem que Sevilha se levante à meia noite

là-bas, Paris, la ville s'éveille à minuit

lá, Paris, a cidade se levanta à meia noite


Paris, tu paries, Paris, que je te quitte

Paris, tu apostas, Paris, que eu te deixo

que je change de cap, de capitale

que eu mudo de capital

Paris, tu paries, Paris, que je te quitte

Paris, tu apostas, Paris, que eu te deixo

je te plaque sur tes trottoirs sales

eu te largo nas suas calçadas sujas


à Toulouse il a plu, à Séville j'ai trop bu

em Toulose tem a chuva, em Sevilha bebi demais

à Rio j'ai eu le mal du pays

no Rio senti saudades de casa

oh Paris perdu, je retourne vivre à Paris

oh Paris perdi, eu volto a viver em Paris!