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segunda-feira, novembro 28, 2011


Le Corsaire - ABT

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Encontrei no youtube o ballet na íntegra!!! Essa é a versão do American Ballet Theatre, que achei bem melhor do que a do Kirov, que tive que comprar na Amazon.com. 

Enjoy...












domingo, novembro 27, 2011


Le Corsaire

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E faltam só 12 dias!!!! 


É, gente, depois de mais de 2 meses de ensaios quase diários, finalmente está chegando o grande dia do meu retorno aos palcos (que chique! kkk). E junto com ele, muita ansiedade. Medo de errar a coreografia, de esquecer qualquer coisa na hora... sei que a probabilidade disso acontecer é quase zero, mas, de todo modo, sempre fica aquela pontinha de dúvida lá no fundo do nosso inconsciente, teimando em  nos assombrar nas horas mais inesperadas! kkk 

Já tive até meu primeiro pesadelo com o espetáculo!!! Sonhei que, como nos ensaios gerais, eu ficava lá, assistindo as outras danças, até chegar a minha vez. E só aí, faltando poucos minutos pro "Mulheres da Aldeia", eu me dava conta de que ainda não tinha me arrumado, não sabia onde estava minha roupa, não tinha feito coque, nem maquiagem... e, pra piorar tudo, eu ainda tava usando óculos e tinha esquecido minhas lentes de contato em casa!!! kkk ficava me questionando como eu iria dançar sem enxergar nada!!! Nossa, o alívio foi grande quando eu acordei! =D

Para aqueles que vão assistir o espetáculo ou, que, de alguma forma, têm interesse em saber um pouco mais sobre o Le Corsaire, aqui vai um resumo da história:

Balé em 3 atos com prólogo e epílogo.

Personagens principais:

Corsários: Ali (escravo de Conrad), Birbanto (melhor amigo) e Conrad (o principal!).
Mercador de escravos: Lankedem
Jovens odaliscas gregas: Medora (a jovem mais bonita) e Gulnara (sua melhor amiga).
Paxá Seid

Sinopse

Prólogo

Os corsários são vítimas de uma tempestade no Mar Jônio e seu navio quase naufraga.

Ato I

Conrad, Birbanto, Ali e seus companheiros corsários, após a tempestade, chegam à costa da Grécia e se refugiam do mercador de escravos da região, Lankedem. Gulnara e Medora, jovens odaliscas, descobrem os corsários e, sabendo do perigo que estavam correndo, levam-nos a uma caverna. Medora e Conrad se apaixonam à primeira vista. As jovens, porém, acabam capturadas por mercenários turcos que trabalhavam para Lankedem, o que incita a fúria de Conrad, que jura resgatá-las. 
O poderoso Paxá Seid chega ao mercado de escravos em busca de mais mulheres para o seu harém. As jovens capturadas são vendidas a ele, mas Conrad, disfarçado de mercador, consegue resgatar sua amada e algumas outras escravas, o que deixa o Paxá furioso. Junto com seus companheiros, Conrad ainda captura Lankedem.

Ato II

Os corsários retornam à caverna e, embora não tenham resgatado Gulnara, festejam pela missão realizada. Conrad e Medora declaram seu amor, enquanto as outras odaliscas são libertadas por Conrad, mesmo contra a vontade de Birbanto.

O capturado Lankedem faz um pacto com Birbanto, que sentiu-se traído por Conrad, e , depois de entregar uma flor com sonífero à Conrad, consegue fugir, raptando Medora novamente. Conrad e Ali , seu escravo, saem na tentativa de resgatar Medora.

Ato III

Medora é levada ao Paxá e junta-se a sua amiga Gulnara. Enquanto ficam no Jardim Animado (que nada mais é do que um sonho do Paxá, onde todas as suas esposas dançam alegremente),  Conrad e seu grupo arquitetam um plano de resgate que acaba bem sucedido: Medora e Gulnara são resgatadas, o Paxá é derrotado e o mercador Lankedem é aprisionado.

Epílogo
Destemidos, os corsários, juntamente com Medora e Gulnara, partem em busca de novas aventuras.

E aí, gostaram da história?!? Muita aventura e romance! kkk 

Dias 09, 10 e 11 de dezembro, no Teatro Arthur Azevedo. Ingressos à venda na Adagio!

Espero todo mundo por lá!

xoxo,

Greta

terça-feira, novembro 01, 2011


Thrilling

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"- Só mais uma coisa. Posso lhe perguntar, Billy [Elliot], como se sente quando está dançando?


- Não sei. Eu me sinto bem. No começo é difícil, mas depois que começo, eu esqueço de tudo. E... desapareço. Parece que eu desapareço. Eu sinto uma mudança no meu corpo todo. Como se tivesse um fogo. E eu fico ali. Voando. Como um pássaro. Como a eletricidade. É... eletricidade."


Disse tudo, né?

sexta-feira, outubro 28, 2011


O Cisne Negro da Marianela Nunez

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Achei tão bonito! Superou até a minha "bailarina preferida": a Alina Cojocaru. E o partner dela é o brasileiro Tiago Soares, primeiro bailarino do Royal Ballet. #orgulho

Já to comprando o DVD pela Amazon.com!

Enjoy...



sexta-feira, setembro 30, 2011


Comprinhas na Gaynor

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Logo que voltei para o ballet, passei a ler muito a respeito de sapatilhas de pontas e afins. Com a ajuda do São Google, descobri várias informações que eu não tinha na época da minha 1ª temporada, incluindo as melhores marcas de sapatilhas (as razões são facilmente perceptíveis: eu era uma criança, não havia amplo acesso à net - era discada, lembram?!? - kkk , a quantidade de informações na web era ínfima se comparada com o que se tem hoje em dia...).

Bem, a Gaynor é para as sapatilhas de ponta o que Louboutin e Jimmy Choo (entre tantos outros!) são para os sapatos que tanto adoramos! Fabricadas em uma espécie de elastômero, elas tem 2.953 opções, sendo que uma delas, com toda a certeza, se amoldará perfeitamente a seus pés.

Se você tem a oportunidade de ir até a sua sede, localizada na 140 West 16th Street de Nova York, perfeito. Lá mesmo será realizado o fitting e não terá erro: as vendedoras, todas ex-bailarinas, irão encontrar a que melhor se adapta ao seu pé e à suas necessidades. Mas, e se não pudermos ir à Big Apple?!? Eles também encontraram uma ótima solução: pode-se realizar um fitting online, prenchendo um formulário minucioso com informações detalhadas sobre as medidas de seus pés, peso, altura, tempo de treinamento em pontas, utilização de protetores, etc. O mais importante  é o preenchimento de um chart quadriculado, no qual você deverá fazer o desenho preciso do contorno dos seus pés, respeitando as instruções. Nele, todas as medidas das distâncias e circunferências mínimas de cada pé são calculadas, trazendo informações importantes para que os fitter specialists da GM possam indicar a melhor sapatilha para você. Há também a possibilidade de enviar fotos de cada um dos pés, mas isto é opcional.

Eu tive a maior sorte do mundo: meus pais estavam com viagem marcada para os EUA e sua última  parada era onde? YES! New York City!!! Nem pensei duas vezes em encomendar logo meu mais novo sonho de consumo! kkk Segui todos os passos do fitting online e, no dia seguinte, já estava com a minha pontuação: 8M/4-221-33. Agora só restava esperar the last stop! E nada melhor do que ficar sonhando enquanto ela não chegava né? Comecei, então, a vasculhar o site. Li relatos das grandes bailarinas, das professoras de ballet... Até chegar na seção dos acessórios! Lá já comecei a aumentar a minha lista: iniciando por protetores de calcanhar (porque li que ela, no começo, faz crateras no seu calcanhar), protetores de dedos kkk (bailarina que é bailarina sabe os estragos que uma sapatilha de ponta faz!), passando por fitas e elásticos (indispensáveis né?!), e terminando no livro The Ballet Companion, escrito pela própria Eliza Gaynor e num kit de exercícios a serem realizados com Resistabands (elásticos gigantes!), que garantem aumentar a força e a flexibilidade (!!!). Aproveitando, pedi logo, também, um collant (leotard), um shortinho e meias reversíveis! kkk Pacote completo né?!?

E para a minha total felicidade, tudo serviu direitinho! A sapatilha ficou perfeita, ainda não fiz aula com ela, mas já testei bastante em casa! E sim, ela é tudo o que dizem!!! Linda, super bem acabada, se amolda perfeitamente ao arco do seu pé... infelizmente, a parte da cratera no calcanhar também é verdade! E achei que, mesmo com a ponteira de silicone, meu pé ficou doendo mais do que com a Capézio... =/ Vamos ver a evolução!

Ah, e já comecei a ler o livro também! E estou adorando. Fala dos princípios do ballet, sua história, como são (ou deviam ser) as aulas, como devemos nos comportar em sala, no palco, em audições... como fazer coque, como pregar as fitas e elásticos... Enfim, um super guia! Conforme eu for avançando na leitura, posto as coisas mais interessantes por aqui! ;)

Amei também as meias e o collant: tudo de ótima qualidade! E já estreei o tal The Dancer's Dozen e achei bem legal. Não sei se to fazendo os exercícios corretamente, mas acho que tá no rumo! kkk Depois conto se melhorou alguma coisa ou se é só enrolada! =D

Bem, acho que é isso! Estou alegre e satisfeita com minhas comprinhas na Gaynor! Se você também se interessou, passa lá no site pra sonhar. Quer algum acessório mas não tem nenhuma viagem marcada pra NY e não tá afim de pagar frete internacional?! Passa no Mundo Dança. Lá eles tem vários produtos da marca, incluindo a sapatilha, pelo preço salgado de R$400,00 (a minha custou $98 doletas! beeem mais em conta!). Mas o preço dos acessórios não diverge muito. Pode comprar sem medo! ;)

sexta-feira, setembro 02, 2011


Bailarosa

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Vi no blog "Dos Passos da Bailarina" da Cássia Pires e adorei. Pra não esquecer nunca!

BAILAROSA

Era uma vez uma rosa branca. Ela nasceu por acaso no meio de lírios, como todos sabem, os lírios são bailarinos.

Por isso que na natureza eles são conhecidos como “bailalírios”. De qualquer forma, a rosa branca sonhava durante o dia, e de noite se maravilhava com o espetáculo dos seus vizinhos. Seu sonho era dançar como eles, mas eles falavam “Rosas não dançam. Principalmente as brancas!”

Devo dizer que esses comentários deixavam a pequena rosa muito triste. Mas ela não se deixou convencer e todas as noites observava com atenção a dança dos lírios e tentava repetir os movimentos. Uma certa noite, um dos lírios viu a pequena rosa se movimentando e falou “Você não pode se dobrar desse jeito, faz assim, como eu.” A pequena rosa era só felicidade, finalmente um lírio resolveu lhe ajudar.

Assim, todas as noites ela se aproximava do lírio que a ajudava, não posso dizer que o lírio era carinhoso com ela, porque não era. E por isso a rosa resolveu perguntar: “Por que você me ajuda se não acredita em mim?”.

“Porque me doía as pétalas ver você dançando daquele jeito. Mas devo admitir que você está pegando o jeito da coisa.”

A pequena rosa ficou em êxtase com esta observação. Elas continuaram treinando todas as noites. Mas a rosa não praticava só a noite, durante o dia ela fazia exercícios e praticava, enquanto os lírios dormiam ou faziam outras coisas.

Certo dia todos os lírios estavam muito agitados, a rosa perguntou o que estava acontecendo. “Em que mundo você vive?”, perguntou um deles, “Daqui uma semana entramos na primavera e temos que fazer o nosso show. Quando começamos o show, os pássaros começam a chegar e dançam com aquele que eles consideram o mais gracioso bailalírio.”

Vendo o olhar perdido e sonhador da pequena rosa, o lírio adicionou uma gota de veneno. “Mas você não precisa se preocupar com isso, afinal, sua dança é só por diversão. Deve ser bom já saber que os pássaros não vão te escolher, assim você nem fica nervosa.”

A rosa branca teve um momento de tristeza, um de raiva, um de pena de si mesma seguido de depressão e depois mais raiva. Sua “professora” a viu em um canto e foi até ela, “O que você está fazendo aqui? Temos que treinar a coreografia.”

“Eu faço parte da coreografia?”, perguntou a rosa quase sem acreditar nas palavras que saiam da sua boca.

“Você acha que eu sou o tipo de lírio que perde tempo com rosinhas inseguras? Nem precisa responder, eu acho que você treinou muito e tem o direito de participar da coreografia, mas você quem sabe.”

O lírio estava indo embora quando a rosa foi atrás dele dizendo que queria muito participar.

A coreografia era mais fácil do que a pequena rosa tinha imaginado, mas é claro que elas tinham que praticar muito até ficar realmente boa. Porém, para a surpresa da nossa amiga, parecia que só ela achava que os ensaios eram importantes. Os lírios ensaiavam uma ou duas horas e depois iam fazer outras coisas, como arrumar as pétalas e falar sobre como seria excitante se os pássaros voassem com um deles.

A rosa foi atrás da sua “professora”, mas essa também parecia não estar preocupada com a coreografia, pois ela estava realmente inquieta com a sua apresentação solo. O motivo pelo qual ela tinha uma apresentação solo era porque na primavera passada os pássaros a escolheram.

Sendo assim, a rosa praticava sozinha, passava horas e horas ensaiando a coreografia do começo ao fim.

Finalmente o grande dia chegou, todos estavam nervosos. Elas começaram a dançar e os pássaros começaram a chegar. A pequena rosa ficou muito surpresa com os erros que os outros bailalírios faziam, mas mesmo assim continuava a sua dança dando o melhor de si. No meio da apresentação elas pararam em pose, era o momento do solo. Pela primeira vez, a rosa não se sentiu inferior a sua “professora”, ou em relação a qualquer lírio. Não que eles não estavam dançando bem, mas estava longe de ser um espetáculo divino.

De qualquer jeito, o solo acabou e elas fizeram a última parte da coreografia, era nessa parte que os pássaros deviam começar a dançar com um deles.

A pequena rosa estava concentrada em não cair, enquanto se equilibrava na ponta de uma de suas folhas, quando viu uma asa perto dela, levantou o olhar e viu os pássaros voando entre elas, mas ela não podia ver em torno de quem. “Deve ser alguém perto de mim”, ela pensou.

Continuou a dança, faltavam só alguns passos para terminar, no seu último movimento percebeu que os pássaros estavam bem perto dela. “Não, não pode ser. Voam perto de mim!” Ela se sentiu tão esplendorosa que continuou a dançar até depois que a coreografia já tinha terminado.

Porém, pouco a pouco, ela foi parando, ao ver as caras feias dos lírios em torno dela e dos pássaros. Quando eles pararam de dançar, um dos lírios se aproximou e disse: “Vocês estão loucos? Ela nem é um bailalírio de verdade!”

“É verdade, ela não é um bailalírio”, disse um dos pássaros. “Ela é uma bailarosa.”

“Não importa o que vocês dizem, ninguém pode nos convencer que essa aí é a que dança melhor.”

“E quem disse que nós escolhemos aquela que dança melhor? Escolhemos aquela que dança com a alma. Pois é isso que faz a diferença. É fácil saber a técnica, é fácil ser naturalmente graciosa, mas só quem dança com alma consegue fazer com que os outros tenham vontade de dançar também.”

Depois dessa afirmação, os pássaros e a pequena rosa branca dançaram e dançaram por muito tempo. E para o desespero dos lírios, depois daquele dia, outras rosas começaram a nascer por ali. Ou melhor, outras bailarosas, pois todas eram delicadamente apresentadas à dança pela pequena rosa branca.

Texto de Marina Sandoval, publicado em Fairy Tale.

quinta-feira, setembro 01, 2011


In love...

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- Sabe quando você sente aquele frio na barriga só de pensar nele?

- Sabe quando você conta as horas, os minutos e os segundos só para o rever?

- Sabe quando todos os seus pensamentos são voltados só para ele?

- Sabe quando seus olhos brilham só de ouvir algo relacionado a ele?

- Sabe quando você se esforça ao máximo pra mostrar apenas seu lado mais perfeito a ele?

- Sabe quando ele te machuca e você nem liga, porque só o que importa é estar com ele?

- Sabe quando você estremece só com o simples pensamento de perdê-lo?

Sim, todos os sintomas são bem claros... 

Não tem como negar...

I'm madly, deeply, completely in love with you...

B-A-L-L-E-T

E espero que dessa vez seja pra sempre!

domingo, agosto 14, 2011


Meus Espetáculos

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terça-feira, agosto 09, 2011


Ballet: Primeira Semana!

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Hi everyone! Primeiramente queria agradecer pelos comentários de boas-vindas! É tão bom saber que não perdi todos os meus seguidores, mesmo com a minha negligência com o blog no primeiro semestre desse ano. =)

Como prometido, estou aqui pra contar como foi meu retorno às aulas de ballet. Queria me desculpar pela demora, e tenho um motivo justo. Terça foi um dia de boas notícias. Finalmente saiu o resultado do concurso do TJ e, inesperadamente, fui aprovada pra 2ª fase! Agora, com o intensivão de penal, p. penal e civil, estarei um pouco sem tempo até o dia 28 de agosto. Torçam por mim, hein?! Kkk

Mas, sim, voltando ao ballet! Gente, eu simplesmente amei! Confesso que estava com um pouco de medo (depois de tanta expectativa!) de não gostar, de me decepcionar com o nível da turma (olha a modéstia da garota! Kkk passa 11 anos sem ir a uma aula e já acha que vai voltar num nível alto!), de enjoar logo no 1º mês (não é mesmo, Paulinha? Kkk)... a verdade é que uma qualidade que eu queria ter era ser realista. Não sou. Vivo sonhando, criando coisas na minha cabeça... e, claro, esse é o primeiro passo para desilusões. Mas, tudo bem.

Imaginei que chegaria lá, começaria com um bom alongamento, a professora explicando as posições e passos básicos... que nada! Fomos direto pra barra, fazendo inúmeras seqüências (que ainda não consegui decorar), rápidas e complexas (hello?! 1ª aula, eu já esqueci tuuudo! Repete, teacher, repete! kkk). Mas, olha pra uma, olha pra outra (erra a sequência!) e pronto, 1h de aula passou voando. E, vocês acreditam, minha turma de ballet para adultos iniciante já está fazendo aula de pontas! (hã?!? Propaganda enganosa?!?). Sendo assim, a professora fez a oferta irrecusável: quer ficar pra aula de ponta? Você pode fazer na meia-ponta. Convite imediatamente aceito. Depois de tanto tempo, jamais recusaria mais meia horinha de ballet (empolgadíssima!).

E, no final, mais uma surpresa. Adivinhem só?! A teacher perguntou se eu já tinha feito aula de ponta antes. Sim! Então, ela disse exatamente aquilo que eu mais queria ouvir: você começa na ponta na aula que vem!!! O que? Espera, eu to ouvindo certo? Eu, ponta, 2ª aula?!? Nem no meu sonho mais otimista eu imaginei tal coisa. Estava contando em começar só no ano que vem, ou talvez em até mais tempo. Que bom que pelo menos 1 vez na vida a realidade superou as expectativas! =D

Lá fui eu pro são google pesquisar milhares de detalhes sobre sapatilhas de ponta. Encontrei ótimos blogs (indico: Ponta Perfeita, Dos Passos da Bailarina e Meia Ponta), tentei adaptar ao que se tem disponível aqui em Saint Louis (a.k.a quase nada!) e arrematei minha Capezio Partner Box, já previamente "quebrada", boa para iniciantes (é o que dizem, ao menos!).

Na quinta, primeira aula na ponta! Morta de medo de quebrar meu pé, fraquejei, duvidei da sanidade da professora, mas criei coragem a tempo de encarar meus sonhados 30 min de dor no pé ponta. E deu tudo certo!!! Saí com a perna tremendo pra caramba, mas feliz da vida!!! kkk Se continuar neste ritmo, daqui a um mês serei a 1a bailarina do Teatro Arthur Azevedo! kkk (#ironia).

Relatada a parte boa, passemos ao 1o problema: alongamento. Não que esteja tãããão ruim assim, mas tem que melhorar muito ainda. A meta é conseguir fazer o grand écart (olha aí do lado!), de preferência, sorrindo! kkk =D To me alongando todos os dias, em casa, e sinto que já estou melhorando (mesmo a dois palmos ainda da minha meta!). Mas eu chego lá! Acredito na minha professora de pilates, fisioterapeuta, que diz que o corpo tem memória e que, como eu conseguia fazer isso a alguns anos atrás, será bem mais fácil conseguir de novo. Só espero que meu corpo não esteja com Alzheimer... ;D

Bom, acho que é isso! E é tão bom saber que hoje já tem mais... E com uma novidade: seguindo um vídeo do Youtube, finalmente consegui "quebrar" minha sapatilha. Essa era outra pendência na minha vida de bailarina. Sempre via todas as outras garotas dançando com suas pontas lindas e curvas e a minha lá, mais reta impossível. Lembro que pedia pra minha professora da época, pras colegas... e ninguém dava jeito, sabe-se lá porque. Mas agora, isso acabou! kkk E não é que ficou até bem mais confortável? Amei! =)

Esse é o vídeo:


Ah, encontrei várias fotos dos meus espetáculos! Depois irei postá-las aqui.

Beijos...

terça-feira, agosto 02, 2011


Ansiedade... On my way back!

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E hoje é o grande dia!!! Depois de anos e anos adiando (5, 10?!? O.o kkk) finalmente criei coragem e fiz minha matrícula na Turma de Ballet Adulto da Escola de Dança Adagio. E o que isso tem de tão importante?!?

Bem, como a maioria das meninas, comecei o ballet bem novinha, por volta dos 8 anos, não lembro exatamente. E, ao contrário dessa maioria, eu amava aquilo, não perdia uma aula, por vontade própria (a verdade é que sempre cobrei muito de mim e ficava imaginando o quanto que os outros poderiam passar na minha frente em uma aulinha perdida! Isso no ballet, colégio, inglês, natação... Tudo! kkk #psycho) e não porque minha mãe queria que eu fosse bailarina ou qualquer outro motivo que faz você não ir pra frente em determinada coisa (fazer por obrigação e não por paixão). Eu adorava aquilo e ponto final.

Não vou dizer que eu sonhava em ser bailarina profissional, até porque isso nunca me passou pela cabeça. Na verdade, eu não fazia grandes planos, eu aproveitava o momento, sonhava com as apresentações de fim de ano... Nossa, como eu amava aquilo! Teatro Artur Azevedo, camarim, platéia lotada (só de familiares das dançarinas, mas ta valendo! kkk), flores, roupas lindas, a oportunidade que eu tinha de usar maquiagem (eu era criança, lembra?!), até hoje, se eu me concentrar um pouquinho, consigo lembrar do cheiro dessas apresentações (coisa lírica, né?! kkk). Ah, e por sinal, até meu nome estava escrito numa parede de madeira atrás do palco. Acho que devem ter tirado com a reforma. :/ Nessa parede tinha o nome de todas as pessoas que por lá já haviam passado. Grandes nomes das artes nacionais e nós, bailarinas de Miriam Marques, todas animadas em entrar no palco e mostrar a coreografia tão ensaiada, resultado de muito esforço e dedicação.

Outro sonho, acho que comum a toda bailarina, era ter aulas de ponta. Nem consigo expressar a felicidade que senti quando este dia finalmente chegou e pude comprar minha 1a sapatilha de ponta (que acabou nem dando certo, e tive que comprar outra! kkk). Saía dançando pela casa toda! :D

Mas como nem tudo são flores, depois de uns 5 anos de ballet, as aulas se tornaram bem mais puxadas, como se podia esperar, quase 2h, três vezes na semana... E o corpo começava a reclamar de todo esse esforço despendido. Passava noites em claro de tanta dor no joelho. E, afinal, comecei a pensar, pra quê? Como já disse, nunca quis seguir carreira, dar aulas, nada disso. E assim, do dia pra noite, comecei a desanimar. Como pra não fazer bem feito é melhor sair de vez, segui esse caminho...

Acontece que eu sempre percebia que aquilo que me levou ao ballet quando criança continuava lá, latente. Toda vez que eu via um espetáculo (como na Rússia, por exemplo), um filme, ouvia uma música (clássica), já dava vontade de por minhas sapatilhas e sair dançando (lembram desse post que escrevi aqui?) kkk. Era como uma pendência, uma questão que tinha que ser solucionada e que eu adiava, adiava... Por medo das dores terríveis de novo... Até ter minha vida mais resolvida... Sempre inventando desculpas.

E foi exatamente um filme que me fez "criar coragem" pra enfrentar meus medos e me matricular de vez nesse 2o semestre: Cisne Negro, com a Natalie Portman, atriz que eu adoro, e que estava simplesmente perfeita no papel de Nina, uma bailarina super meiga (sweet girl, como sua mãe sempre chamava) que tem que enfrentar inúmeros desafios e conflitos psicológicos para dançar tanto o cisne branco (que não seria nenhum problema para ela, com toda a sua técnica) quanto o cisne negro (mais sensual e sentimental) no ballet Lago dos Cisnes, observando-se, no decorrer do filme (que, à propósito, super recomendo), uma profunda mudança no seu personagem. Clica aqui pra ver o trailer.

Assim, inspirada na Nina (não, gente, calma, eu não vou ficar louca! kkk), retomo hoje minhas aulas de ballet! Estou empolgadíssima e já passei o fim de semana lendo sobre ballet adulto (achei um blog mara, o Meia-Ponta da Carol Lancelotti), sapatilhas, Lago dos Cisnes, Giselle, Le Corsaire (que será o tema do espetáculo de fim de ano da escola)... Fiquei louca (tudo de novo!) pra ter aulas de ponta, e já me imagino viajando pra NY pra comprar minha Gaynor... Ai, ai... Como é bom sonhar né?!

Me desejem sorte nessa nova jornada! Prometo manter o blog atualizado das minhas conquistas (e dificuldades!) ;)

xoxo,

Greta