quarta-feira, junho 08, 2011
terça-feira, outubro 05, 2010
Comer Rezar Amar

Depois de uma visita a Bali, onde teve previsões de um xamã que iriam mudar sua vida, insatisfeita após seu divórcio e cansada de pular de um relacionamento a outro ("desde meus 15 anos ou eu estou namorando com um cara ou terminando com um cara. Nunca dediquei nem uma semana sequer pra ficar sozinha comigo mesma"
Assim, a primeira parada não poderia ser outra: COMER = ITÁLIA, bien sûr! Essa foi a minha parte preferida do filme, não só pelos spaghettis e pizzas maravilhosos e por poder rever Roma, mas também pelo caráter de diário de bordo que essa parte apresenta, contando suas impressões a respeito do país, da língua, das amizades que fez, além de comparar a cultura e modo de pensar e agir americano em relação ao italiano. Dentre muitas coisas, é apresentada uma teoria sociológica de que o americano (estadunidense) de modo geral, não se permite o lazer tão facilmente como outros povos, embora ironicamente vivam no país que mais produz diversão no mundo.
Meses depois e alguns quilinhos a mais (11 kg pra ser mais exata!), hora de partir pro próximo verbo: REZAR = ÍNDIA. Logicamente, essa é a parte espiritual do filme, onde ela passa o tempo todo num Ashram (um lugar de meditação) rezando e praticando yoga. A monotonia só é esquecida graças ao Richard (Richard Jenkins), um texano que implica com o seu jeito, até que se torna seu amigo e uma espécie de mestre, que tenta mostrar como é possível cicatrizar as feridas da vida (ele mesmo com vários problemas familiares ocasionados por drogas e álcool) e a uma menina indiana (esqueci o nome... #fail), com seus conflitos, já tão mostrados em "Caminho das Índias", que incluíam um casamento arranjado (cuja festa é, inclusive, mostrada, com toda a sua pompa e cores) e um sonho de estudar psicologia na universidade.
Ao se sentir mais equilibrada emocionalmente, Liz decide voltar a Bali e se reencontrar com seu xamã (fofo!), dando início a última parte do filme/livro: AMAR = INDONÉSIA. Permeado ainda de muita meditação e ensinamentos, ela se vê redescobrindo o amor na pessoa de um brasileiro (tinha que ser né?!), Felipe, divorciado e, como ela, cheio de medo de amar de novo e sofrer em razão desse amor. Destaque para as músicas brasileiras que compõem a trilha sonora do filme nessa parte, como o “Samba da Benção”, aquele que diz que “é melhor ser alegre que ser triste” e "Wave". Engraçado que quando termina o verso "é impossível ser feliz sozinho", o Javier Bardem (Felipe), solta, coincidentemente, um "POR QUE?"! =D
Enfim, talvez porque o filme seja em primeira pessoa, com Liz contando as suas próprias experiências na passagem por essas três diferentes culturas, e suas reações a cada uma delas, vemos que o filme não se trata de um manual de auto-ajuda (como eu pensava ser). Ela mesma refuta seguir à risca os ensinamentos hindus quando passa pela Índia, por exemplo. Como se mostrasse que, mesmo as religiões não são – ou não deveriam ser – dogmas impostos, mas sugestões de comportamento.
Super recomendo! ;-)
quinta-feira, abril 22, 2010
Um Sonho Possível
Um Sonho Possível (The Blind Side, 2009) chegou aos cinemas sem grande expectativa ou alarde e, aos poucos, conquistou números de bilheteria inesperados para seu gênero e algumas indicações ao Oscar. No entanto, ficava a interrogação: por que um filme aparentemente tão inexpressivo estava concorrendo ao prêmio de Melhor Filme do ano? Existe nele algo mais que uma história de superação pelo esporte?
Logo nos primeiros minutos de projeção, a decoradora e ex-cheerleader Leigh Anne Tuohy, personagem de Sandra Bullock, explica o título original do longa, um termo derivado de táticas do futebol americano. Como é um esporte tão distante de nosso cotidiano, a explicação se faz pertinente, já que o termo "blind side" servirá de premissa para toda a história: quando um quarterback destro se prepara para um passe, o atacante esquerdo de seu time deve proteger seu lado cego, que seria como o ponto cego de um carro, de um ataque do time oponente. Esta explicação também já assinala claramente os dois núcleos da narrativa, já que normalmente este atacante tem um porte físico bem definido pela altura e força, características presentes no problemático adolescente Michael Oher, o Big Mike, interpretado na medida certa por Quinton Aaron.
Big Mike é negro, obeso e filho de uma mãe viciada, que não consegue combinar a preocupação de sua próxima dose ao cuidado com os filhos. Marcado pela rejeição, Big Mike cresceu pulando de um lar adotivo para o outro sem nunca encontrar acolhimento verdadeiro. Os vários traumas de sua infância fazem com que ele pareça um grande vazio intransponível. Ele finge indiferença e burrice, beirando aparentar deficiência mental - mecanismos de defesa psicológica contra mais traumas. Quanto menos envolvimento ele tiver com o que acontece ao seu redor, menor será a dor.
Sua vida começa a mudar quando seu pai adotivo do momento decide matriculá-lo em uma escola particular cristã. Mesmo sem notas suficientes para acompanhar o currículo rígido do colégio, ele é admitido pela possibilidade de render algumas vitórias esportivas e também pelo argumento cristão da caridade. No colégio, ele cruza o caminho da família Tuohy, o mais perfeito exemplo do sonho americano: Leigh Anne é a mãe, uma perua rica, mas consciente e de valores cristãos; seu marido, Sean (Tim McGraw), é um ex-jogador de basquete que, ao deixar a carreira por uma lesão, comprou vários restaurantes da franquia de fast-food Taco Bell e vê o dinheiro entrar sem muito esforço; e seus dois adoráveis filhos: a insossa adolescente Collins (Lily Collins) e o espevitado S.J. (Jae Head).
Ao encontrar Big Mike sozinho na rua em uma noite fria, Leigh Anne decide simplesmente levá-lo para sua casa e dar-lhe uma cama, comida e basicamente tudo que ele nunca teve: uma família estruturada. Compreendemos o passado sofrido do garoto mesmo sem as cenas de violência - desnecessárias, uma vez que as feridas emocionais estão impressas no corpo do ator. Os Tuohy então o acolhem, acreditam em seu potencial e incentivam seu desempenho nos esportes, pagam uma professora para que ele melhore na escola e, assim, Big Mike vislumbra a possibilidade de cursar uma universidade e jogar futebol americano profissionalmente. Como força motriz deste processo de superação está Sandra Bullock, lutando até quando o próprio Big Mike pensa em desistir. Vemos a atriz em uma performance entregue e evoluída, mas coerente com a carreira que trilhou até aqui; uma boa atuação dramática, mas sem deixar de ser Sandra Bullock.
Com a direção nada original de John Lee Hancock, que inocuamente segue as regras de um drama hollywoodiano, o filme é tocante, mas beira o artificial - ele é feito para atingir o emocional do espectador. Temos aqui uma história de amor. Não o amor romântico vivido tantas outras vezes nas telonas, mas sim um amor altruísta, que está disposto a se doar ao próximo sem esperar nada em troca. Assim, é compreensível o sucesso que o filme fez nos Estados Unidos, ainda mais sabendo que é baseado na história verídica do atual atacante dos Baltimore Ravens, contada no livro The Blind Side: Evolution of a Game. Um Sonho Possível encontrou em seu público aquele lado que acredita no Bem maior, mas não tem a coragem de agir com as próprias mãos. Então é mesmo mais fácil projetar em Leigh Anne Toughy as esperanças de uma humanidade caridosa e altruísta e sair do cinema acreditando que realmente é possível ajudar o próximo.
quinta-feira, novembro 05, 2009
Coco Avant Chanel
Super recomendo!!!
sexta-feira, julho 03, 2009
A Era do Gelo 3
Em A ERA DO GELO 3, Scrat continua tentando agarrar a noz fujona e nesse processo talvez encontre o verdadeiro amor; Manny e Ellie esperam o nascimento de seu mini-mamute; a preguiça Sid forma sua própria família adotiva seqüestrando alguns ovos de dinossauro (é muito engraçado!); e Diego, o tigre dentes-de-sabre, se pergunta se não está ficando “mole” demais devido à convivência com seus amigos. Em uma missão para resgatar o azarado Sid, a turma se aventura em uma nova era, onde a fauna e a flora são diferentes, beeemm tropical. Neste local, dão de cara com dinossauros, lutam contra plantas carnívoras de fúria assassina – e conhecem uma incansável doninha de um olho só, caçadora de dinossauros, chamada Buck.
O filme mais uma vez é bem interessante, agradando a crianças e adultos. As piadas continuam boas (a cena do gás é hilária!) e no final, resta a dúvida: A Era do Gelo 4??? Certamente!
Recomendo a quem estiver afim de diversão e de gastar uma graninha. Vale a pena! Mesmo!
quinta-feira, abril 30, 2009
Confessions of a Shopaholic
Bem, apesar do título, eu não estou falando de mim (!!!), mas do filme sensação do momento Delírios de Consumo de Becky Bloom. De tanto ler a respeito e de ouvir conselho de amigas que tinham adorado, acabei comprando o livro que inspirou o filme (saiu por R$28,70 na saraiva.com) e ainda ganhei um ingresso pra assisti-lo em qualquer cinema. Então, aproveitando essas facilidades, garanti meu lugar na estréia e só posso dizer que A_D_O_R_E_I_!!! Todos temos uma Becky dentro de nós. Garota consumista, que vai se deixando levar pelas maravilhas dos cartões de crédito, e, quando se dá conta, está endividada até a alma. Uma comédia romântica bem gostosinha, que nos faz rir na hora certa e onde o famoso “happy end” só vem nos últimos segundos.
Pelo que andei lendo pelos blogs da vida, o filme não chega aos pés do livro. Todos que leram a história antes ficaram decepcionados com a forma com que foi abordada nas telonas. Não posso dizer nada a respeito. Ainda não comecei a lê-lo. Antes disso tenho que dar um fim em “A Menina que Roubava Livros”, que afirmam ser maravilhoso, mas devo confessar que ando achando um pouco monótono. Já li outros dois livros ao mesmo tempo (Helena, do velho Machado de Assis e “Ele simplesmente não está afim de você” que deu origem ao filme homônimo), e não consigo terminar a história da menina contada pela morte. Pode ser que “Os delírios...” sirvam como um estímulo. Tem que servir.
Voltando ao filme, com figurinos coloridíssimos assinados por Patrícia Field, a mesma figurinista de “O Diabo veste Prada” e “Sex and the City”, Becky, é uma jornalista sem grana que gasta o que tem e, principalmente, o que não tem em roupas, bolsas e sapatos de grifes como Christian Louboutin, Balenciaga e Marc Jacobs. Para isso, faz malabarismos com seus 12 cartões de crédito. O sonho de Becky é trabalhar em uma revista de moda, mas para chegar lá, vai topar um emprego em uma publicação de economia - assunto que claramente não é seu forte. Lá, irá conhecer o editor Luke Brandon. Bonito, rico (como ela descobre no meio do filme), ele será o maior apoiador de Becky. E, claro, se encantará por ela. O resto já dá pra imaginar!
Summing up, é um filme bem legalzinho. Recomendo pra quem estiver a fim de rir e relaxar. E pra todas aquelas que precisam de um consolo para seus delírios consumistas: existe alguém bem pior que você! Mas, por via das dúvidas, ainda bem que eu moro
quinta-feira, abril 23, 2009
A Duquesa

Esse fim de semana aluguei o filme “A Duquesa” com a Keira Knightley (de “Orgulho e Preconceito”, “Piratas do Caribe” e “Simplesmente Amor”). Eu gostei do filme, mas confesso que esperava um pouco mais dele. Ele gira em torno da vida da Duquesa de Devonshire, Georgiana Cavendish (1757-1806), a “imperatriz da moda”. Como eles falam no filme, o que ela usava “hoje”, todas as outras estariam usando “amanhã”. Ela era o protótipo das celebridades atuais. Bonita. Cheia de energia. Extremamente carismática. Um guarda-roupa de dar inveja a qualquer plebéia. Porém, perdida em um meio ao qual não pertencia. Vira e mexe, ela é comparada a Diana, Princesa de Gales (1961-1997), cujas semelhanças são fáceis e óbvias demais, até porque as duas possuem um parentesco.
A história é focada no jeito menina de Georgiana, que até se empolga com o casamento arranjado pela família, formalizado um dia antes do seu 17º aniversário. O que ela não esperava era ter pela frente um marido com quem não conseguiria se relacionar, nem muito menos ser feliz para sempre. A sua única função no casamento era dar um herdeiro ao Duque, interpretado por Ralph Fiennes, e que tem sido muito elogiado por sua performance. Os acessos de fúria do Duque só não são mais marcantes do que o total desprezo com que ele trata sua esposa, algo que poderia ser intensificado caso o cineasta não tivesse decidido apenas citar, e não explorar mais a fundo, os abortos sofridos e mostrar que sua prole se resumia às filhas que nasciam. Falta à história mais drama. Faltou aprofundar os aspectos psicológicos que levaram a Duquesa a aceitar um dos mais bem conhecidos triângulos amorosos da alta sociedade britânica. Intrigante, também, é o fato de Bess, uma das pontas desse triângulo, ter sido uma de suas melhores amigas, sendo que, muito de sua história foi conservada pelos escritos dela. Estranho não? Esse fato não é revelado no filme, mas nas entrevistas do making of. Foram nessas cartas escritas por Bess (e também algumas da própria Duquesa) que a autora Amanda Foreman se baseou para escrever o livro que inspirou o filme.
Outro fato interessante (também revelado no making of), é que todas as locações utilizadas para as filmagens são verdadeiras. Os palácios, teatros, casas de campo... Eu considero isso importante, dá mais realismo. Ainda mais se levarmos em conta que a maioria das filmagens hoje é feita em estúdio.
O defeito do filme, além da falta de uma “mergulhada de cabeça” nos sentimentos e aspectos psicológicos da protagonista, é que tirando uma cena em que a Duquesa se retira para o campo acompanhada da Bess, o filme passa mais tempo mostrando os enfadonhos bastidores da política e nobreza daquela época do que o que ela realmente pensava ou fazia. Assim, o resultado final acaba neutro demais, apenas mais um filme de época estrelado por Keira Knightley. Não que isso seja algo negativo, mas ela já provou que além de um rostinho bonito precisa da ajuda de uma boa história e um bom diretor.
domingo, dezembro 21, 2008
Sex and the City: o vício
Mas sim. Em todas as revistas só se via a première do filme, e o rosto da Sarah-Jessica Parker, que até então era a única que eu conhecia. Influenciada por toda essa publicidade, resolvi ver o filme. Na pior das hipóteses seria mais uma comédia romântica que não faz mal a ninguém. Muito bem. Lá fui ‘yo’. 2 horas e 25 min depois, minha vida estava mudada. Para sempre (nota de exagero!).
Como consegui viver até agora sem sandálias Manolo Blahnik e essas 4 amigas inseparáveis? Não sei. Só sei que na semana seguinte estava procurando com minhas amigas (não tão inseparáveis!) quem tinha a série de TV que pudesse me emprestar. Peguei a primeira, peguei a segunda, peguei a terceira, viajei… Tudo na Europa era Carrie Bradshaw & CO.
Voltei resolvida a comprar todos os DVDs da série, o tal BOX MONSTER Sex and the City. Procuro em todos os lugares, on lines e off lines. Esgotado… Mas como vício é vício, e o período de abstinência já me levava à loucura, não desisti nos primeiros sites. Coloca em "Buscapé", "Bondfaro"… Tem que haver!!!!
Não havia… Resolvi dar um tempo, já que não costumo desistir das coisas que eu quero. E como eu queria aqueles DVDzinhos! Minha Dior por aquele tal BOX MONSTER. =-D
Semanas depois, acessando CASUALMENTE o site da Americanas.com, eis que surge lindo, maravilhoso e em promoção, a temporada completa. Nem penso duas vezes, e olha que estou pagando a minha Louis Vuitton brand new, comprada em Moscou.
Pedido fechado, boleto pago, entregue na transportadora!!! O que??? 16 dias pra chegar aqui? Tá brincando!!! Não tem jeito. De mais longe, nós já viemos…
Mas, meu santo é forte! Eu nem queria mais, já nem me lembrava… Entro com o carro na garagem, o porteiro do prédio me segue com uma encomenda nas mãos. Será??? Não, não é possível. Só fazem 7 dias… Tcharam!!! Meu BOX MONSTER Sex and the City, todas as temporadas, pra mim, só pra mim.
Outra tortura. Como se não bastasse a caixa de cada temporada vir no plástico, TODOS os 18 DVDs também tinham que vir naquela coisa que insiste em ser difícil de sair. Por que não colocam em Cds e DVDs aquela tirinha vermelha de abrir que tem nos biscoitos? Facilitariam e muito a vida de pessoas que, como eu, não aguentam ver nada no plástico sem dar vontade de arrancá-lo pra longe.
Desejo realizado, aqui estou eu, com minhas novas amigas nova-iorquinas, estilosas, glamurosas, chiquérrimas e problemáticas!!! O que a mídia não leva você a fazer.
See you guys! A sessão já vai começar… Ainda tenho 3 temporadas todinhas me esperando!!! Bye bye!
p.s.: De fato o filme e a série são muito boas, mas o exagero deste texto é proposital, não correspondendo à realidade. Vale deixar claro!!! Senão, daqui a pouco, vão estar querendo me internar. Gostar sim. Já no que diz respeito a ser viciada ->só pra ter assunto no blog! OK???
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